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Burn out, o excesso que marca o corpo e a mente

  • Writer: jessicareseda
    jessicareseda
  • Dec 13, 2025
  • 2 min read

O burnout é um estado de esgotamento profundo que se constrói, na maioria das vezes, a partir de uma relação adoecida com o trabalho e com as exigências de desempenho. Diferente de um cansaço pontual, ele envolve um desgaste crônico que afeta a mente, o corpo e a forma como o sujeito se relaciona com suas atividades e com os outros.


Entre os sinais mais frequentes estão a exaustão constante, a sensação de não dar conta, a perda de sentido no que se faz e um distanciamento afetivo que pode aparecer como indiferença, cinismo ou irritabilidade. O corpo também responde com insônia, dores persistentes, problemas gastrointestinais, alterações de apetite e uma fadiga que não cede com descanso.

Estresse laboral
Estresse laboral

O burnout costuma se intensificar no fim do ano, quando metas não atingidas, avaliações de desempenho e cobranças acumuladas se tornam mais visíveis. Soma-se a isso a naturalização do excesso de deveres, muitas vezes tomados como obrigações incontestáveis, como se dizer não ou estabelecer limites fosse uma falha ética ou moral.


Embora seja reconhecido como um fenômeno relacionado ao trabalho, o burnout não se restringe ao ambiente profissional. Ele atravessa a vida como um todo, afetando relações, autoestima e a percepção de valor pessoal. O sujeito passa a se definir pelo cumprimento de deveres e pela produtividade constante, confundindo responsabilidade com autoexigência extrema.


É preciso falar sobre burnout e também questionar uma lógica que transforma deveres em imperativos absolutos e ignora a dimensão humana do cansaço. Reconhecer os sinais precoces e buscar ajuda não é sinal de fragilidade, mas uma tentativa de interromper um processo de adoecimento e reinscrever limites onde antes só havia obrigação.


Buscar auxílio profissional com um psicólogo torna-se fundamental quando o esgotamento deixa de ser pontual e passa a organizar a vida em torno do cansaço, da culpa e da sensação de insuficiência.


O espaço clínico possibilita nomear o sofrimento, distinguir o que é exigência externa do que foi internalizado como obrigação e construir saídas que não passem pela autoviolência ou pelo silenciamento do mal-estar. Mais do que aprender a suportar o excesso, o acompanhamento psicológico oferece condições para questionar a lógica que sustenta o burnout e reinscrever limites possíveis, preservando a saúde mental e a singularidade de cada sujeito.



 
 
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© 2024 por Jéssica Resedá. - Psicanalista e Psicóloga (06/129820)

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