“A cura é pela fala”
Sigmund Freud
A minha prática clínica se ancora na psicanálise de orientação lacaniana, que sustenta a escuta do sujeito a partir de sua singularidade, de seu sintoma e da lógica própria de seu inconsciente.
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Entendo a clínica psicanalítica como um espaço de elaboração e escuta ética, onde a palavra não é apenas meio de comunicação, mas instrumento de transformação.
Trabalhar sob a orientação de Lacan é sustentar uma clínica em que o sujeito é convocado a se implicar em seu próprio discurso, e onde o analista ocupa o lugar de causa, não para interpretar de forma impositiva, mas para escutar o que insiste, o que retorna, o que escapa.
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Ser psicanalista, nessa perspectiva, é oferecer um espaço em que o sintoma possa ser lido, onde o sujeito possa, a seu tempo, construir novos laços com seu desejo.
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"Em tempos marcados pela aceleração e pela normatização da vida, a psicanálise lacaniana propõe uma escuta radicalmente ética, comprometida com a verdade do sujeito.
É nesse compromisso que baseio minha prática clínica."

SOBRE MIM
Graduada em Psicologia, especialista pela USP. Psicanalista em formação contínua.
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Serviços
Pensando em sessões adaptadas para a sua necessidade, temos:

Terapia psicanalítica Lacaniana
Fazer análise não é buscar uma explicação definitiva para o que nos acontece, nem uma forma de nos tornarmos “melhores” ou mais ajustados. Trata-se, antes, de responder, no sentido mais profundo do termo, àquilo que nos atravessa. Queixamo-nos do caos, da desordem, das repetições, mas raramente nos interrogamos sobre o lugar que ocupamos nelas. O sintoma que incomoda é também uma forma de laço, uma maneira singular de habitar o mundo e sustentar algo de nós mesmos, ainda que isso custe caro.
A análise lacaniana não promete equilíbrio nem conforto. Ela convida a suportar o desconcerto, a desorganização que surge quando o sujeito se vê implicado na própria história que narra. É nesse ponto que algo pode se mover, não por correção, mas por responsabilidade. Responsabilidade não moral, mas ética: reconhecer que há um modo próprio de desejar em jogo, mesmo no sofrimento.
Assumir essa responsabilidade não significa culpa, mas o contrário dela: sair da posição de vítima das circunstâncias e reconhecer-se como parte ativa na trama que se repete. A análise é, então, um exercício de escuta e de implicação, não para arrumar a vida, mas para sustentar o que nela pede sentido.



